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            Esse blog encontra-se, temporariamente, fora de uso... Peço desculpas pela falta prévia de aviso! bjos à todos e até a volta...

Atenciosamente,

Rafaela Maciel Dantas.



- Postado por: Rafaela M. Dantas às 20h09
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Descolorirá

 

As flores brancas já não existem mais!

                      Suas purezas e seus perfumes quase despercebidos...

                                         Suas certezas – pois são brancas – de uma candura incontestável.

 

   O nome do anjo esqueceu-se o pecador.

        E como, agora, pedir pela brancura de cor?

          Pálida... morrendo descolorida de se chover.

 

              As rosas vermelhas apagaram o colorido branco

                    E os carnais espinhos suturaram os apagados gritos.

Pobre flor, que se rega já sem brilho...

              Olhos só enxergam o rubro sapateando o “alvo”.

 

        A última flor deixou-se plantada em concreto

     À beira de um precipício de águas impuras.

         Onde a própria chuva secou em pôr-de-sóis...

         De fortes cores apagando as brancas nuvens.

 

Rafaela M. Dantas



- Postado por: Rafaela M. Dantas às 19h28
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NOS PÉS DO ABAPORU

Apelo

 

Deixai que o canto triste

Do pássaro engaiolado

Encha vossos ouvidos de compaixão

E levem pelos braços,

Suspirando sobre um seio de amor,

Um triste fantasma sem luz

Com correntes e sons de agonia.

 

Deixem-no num campo verde,

Com árvores viçosas,

Montanhas que cheguem nas nuvens

E flores que não tenham cheiro de morte!

                                  

 

                                 * Poema de despedida e homenagem ao GRANDE Álvares de Azevedo...

 Minha primeira inspiração!

 

Rafaela M. Dantas



- Postado por: Rafaela M. Dantas às 20h05
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NOS PÉS DO ABAPORU

  CONFORMAÇÃO

 Ela olhou para os lados.

 Havia o batente de uma casa qualquer

- estava cansada!

Sentou.

Por que nada mais podia ser feito.


LAMENTO

E os meus lábios, agora, secos...

Rafaela M. Dantas

 

 



- Postado por: Rafaela M. Dantas às 11h41
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NOS PES DO ABAPORU

Sem tempo

 

Nosso último suspiro...

Calou-se diante dos nossos olhos distantes.

 

E nada foi dito!

 

E nos sufocamos de palavras já sem tempo.

 

Falar agora,

Machucou um amor que não se merece mais!

 

                                       Rafaela M. Dantas



- Postado por: Rafaela M. Dantas às 14h11
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NOS PÉS DO ABAPORU

Lamento à "Ausência" de Vinicius

  Mesmo que já exausto, os olhos continuam lá: doces!
       E a presença ainda se faz de tal forma a quase os corpos
                                                             [se confundirem.
    ...Quando nem a "fé nos desesperados" surge tão forte 
              [quanto o "ter" de um amor que se ainda quer.
    E a "salvação" já existe no "ato": no dizer e ouvir coisas
                                                                    [belas...
Pois se cedes os olhos para desabrocharem em outra 
                                                     [madrugada,
Podem se ofuscar em outros sóis as lembranças do 
                                        [primeiro despertar!
  E no "íntimo da noite" a "fala amorosa" pode esquecer 
                                        [dos teus primeiros "nós"
  E "cantaria" a "essência do meu abandono" já em outros
                                                                  [braços.
  ...Quando aquela voz presente, ausente, serenizada,

 Poderá ser sinônimo da tua dor;
  Assim como o avistar "portos silenciosos" que não te
                                                 [instigam a partir:
  Porque ouvirias as "lamentações do mar, do vento, do 
                               [céu, das aves, das estrelas"...

                                               Rafaela M. Dantas
  
                * Texto inspirado no poema "Ausência" de Vinicius
                  de Moraes; uma homenagem na semana em que é
                  lembrado o aniversário de sua morte.



- Postado por: Rafaela M. Dantas às 15h59
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De Rafaela, a ausência

 

De Rafaela, dei conta da ausência.

Sumira como quando se seqüestra a Alice,

E transforma País das maravilhas em cativeiro de desesperança.

 

Para encontrá-la não procuro concordância,

Coerência,

Pois como cão ladrando apenas os olhos

Na escuridão da madrugada,

 

É Rafaela,

Ladrando poesia em seu caderno de calçada...

 

Logo ela volta.

 

J. Ventura



- Postado por: Rafaela M. Dantas às 17h31
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NOS PÉS DO ABAPORU

Cel/só

 

 Dias que se encontram

Na curva verde

Do refletir nossa casa da esquina!

 

Beijos que se buscam

Num infinito de promessas

Que não tendem pender a concreto.

 

Mãos que se perderam

Quando um corpo se dividiu em dois!

 

E ficaram vagos no ar

Os cheiros dos abraços

Que não puderam se dar

Nos dois lados dos lagos e do jardim

(lótus, margaridas e jasmins pra perfumar)!

 

Ficou a espera da fronteira

Com um corpo de cada lado.

Um copo e a bebedeira separados.

Tua mão e meus traços.

 

Cansados... Sentamos...

E continuamos a ser um de cada dois...

 

Até o voltar dos “sons”!

 

   Rafaela M. Dantas

           

                                           * Homenagem à uma paixão para recordar e reviver!



- Postado por: Rafaela M. Dantas às 21h25
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NOS PÉS DO ABAPORU

                              Volta não

 

Por que foi?

            E deixou pedaços de mim espalhados...

           

Ruas com becos escuros, salas,

            Mesas de bares, outros quartos!

 

            Teu rosto lembro em amarelo.

            Perdendo-se já em “ses” de esquecimento.

           

Cadê teu nome?

            Que fugiu tantas vezes pelos cantos da boca...

 

                                                   Rafaela M. Dantas

 



- Postado por: Rafaela M. Dantas às 21h04
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