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Esse blog encontra-se, temporariamente, fora de uso... Peço desculpas pela falta prévia de aviso! bjos à todos e até a volta...
Atenciosamente,
Rafaela Maciel Dantas.
Descolorirá
As flores brancas já não existem mais!
Suas purezas e seus perfumes quase despercebidos...
Suas certezas – pois são brancas – de uma candura incontestável.
O nome do anjo esqueceu-se o pecador.
E como, agora, pedir pela brancura de cor?
Pálida... morrendo descolorida de se chover.
As rosas vermelhas apagaram o colorido branco
E os carnais espinhos suturaram os apagados gritos.
Pobre flor, que se rega já sem brilho...
Olhos só enxergam o rubro sapateando o “alvo”.
A última flor deixou-se plantada em concreto
À beira de um precipício de águas impuras.
Onde a própria chuva secou em pôr-de-sóis...
De fortes cores apagando as brancas nuvens.
Rafaela M. Dantas
Apelo
Deixai que o canto triste
Do pássaro engaiolado
Encha vossos ouvidos de compaixão
E levem pelos braços,
Suspirando sobre um seio de amor,
Um triste fantasma sem luz
Com correntes e sons de agonia.
Deixem-no num campo verde,
Com árvores viçosas,
Montanhas que cheguem nas nuvens
E flores que não tenham cheiro de morte!
* Poema de despedida e homenagem ao GRANDE Álvares de Azevedo...
Minha primeira inspiração!
Rafaela M. Dantas
CONFORMAÇÃO
Ela olhou para os lados.
Havia o batente de uma casa qualquer
- estava cansada!
Sentou.
Por que nada mais podia ser feito.
LAMENTO
E os meus lábios, agora, secos...
Rafaela M. Dantas
Sem tempo
Nosso último suspiro...
Calou-se diante dos nossos olhos distantes.
E nada foi dito!
E nos sufocamos de palavras já sem tempo.
Falar agora,
Machucou um amor que não se merece mais!
Rafaela M. Dantas
Lamento à "Ausência" de Vinicius
Mesmo que já exausto, os olhos continuam lá: doces!
E a presença ainda se faz de tal forma a quase os corpos
[se confundirem.
...Quando nem a "fé nos desesperados" surge tão forte
[quanto o "ter" de um amor que se ainda quer.
E a "salvação" já existe no "ato": no dizer e ouvir coisas
[belas...
Pois se cedes os olhos para desabrocharem em outra
[madrugada,
Podem se ofuscar em outros sóis as lembranças do
[primeiro despertar!
E no "íntimo da noite" a "fala amorosa" pode esquecer
[dos teus primeiros "nós"
E "cantaria" a "essência do meu abandono" já em outros
[braços.
...Quando aquela voz presente, ausente, serenizada,
Poderá ser sinônimo da tua dor;
Assim como o avistar "portos silenciosos" que não te
[instigam a partir:
Porque ouvirias as "lamentações do mar, do vento, do
[céu, das aves, das estrelas"...
Rafaela M. Dantas
* Texto inspirado no poema "Ausência" de Vinicius
de Moraes; uma homenagem na semana em que é
lembrado o aniversário de sua morte.
De Rafaela, a ausência
De Rafaela, dei conta da ausência.
Sumira como quando se seqüestra a Alice,
E transforma País das maravilhas em cativeiro de desesperança.
Para encontrá-la não procuro concordância,
Coerência,
Pois como cão ladrando apenas os olhos
Na escuridão da madrugada,
É Rafaela,
Ladrando poesia em seu caderno de calçada...
Logo ela volta.
J. Ventura
Cel/só
Dias que se encontram
Na curva verde
Do refletir nossa casa da esquina!
Beijos que se buscam
Num infinito de promessas
Que não tendem pender a concreto.
Mãos que se perderam
Quando um corpo se dividiu em dois!
E ficaram vagos no ar
Os cheiros dos abraços
Que não puderam se dar
Nos dois lados dos lagos e do jardim
(lótus, margaridas e jasmins pra perfumar)!
Ficou a espera da fronteira
Com um corpo de cada lado.
Um copo e a bebedeira separados.
Tua mão e meus traços.
Cansados... Sentamos...
E continuamos a ser um de cada dois...
Até o voltar dos “sons”!
Rafaela M. Dantas
* Homenagem à uma paixão para recordar e reviver!
Volta não
Por que foi?
E deixou pedaços de mim espalhados...
Ruas com becos escuros, salas,
Mesas de bares, outros quartos!
Teu rosto lembro em amarelo.
Perdendo-se já em “ses” de esquecimento.
Cadê teu nome?
Que fugiu tantas vezes pelos cantos da boca...
Rafaela M. Dantas